terça-feira, 18 de agosto de 2009

Reencontro e despedida

É difícil explicar como tudo começou, mas quando me dei conta percebi nos momentos bons ou nos momentos ruins, sejam meus ou sejam dela, estávamos ali presentes, física ou mentalmente, dando apoio, se divertindo, chorando ou rindo.


A força do amor de uma amizade, o que seria de nós sem ela? Amizade que nem todo o oceano Atlântico foi capaz de separar ou enfraquecer. A cada reencontro uma emoção inexplicável, a cada despedida, a dor da saudade que espera a próxima vez. E lá estava ela, lágrimas e sorrisos, abraços e mais lágrimas até que não fosse mais possivel ver pelo portão de embarque.  Saudade... a dopo!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Saudade

A saudade, definida por um dicionário, é a lembrança grata de pessoa ausente ou de alguma coisa de que nos vemos privados e o pesar que essa privação nos causa. Por diversas vezes ouvi dizer que saudade é uma palavra exclusiva da língua portuguesa; que outro idioma possui em seu dicionário palavra tão bela? Mas não conheço todos os idiomas, tampouco todas as culturas, como posso afirmar que tal sentimento não pode ser descrito em outra ou mais palavras? E mesmo que não possa, a saudade ainda existe, porque ela não é a palavra.


Talvez saudade seja o termo que mais chegou perto de descrever esse sentimento que certamente é universal. Quem já não sentiu saudade de casa, saudade da terra, saudade da querência, dos amores, do sabor de um beijo, de um abraço amigo, de alguém que já se foi, de um momento inesquecível, um olhar inconfundível? Saudade não tem fronteiras, não tem barreira, não tem sequer nacionalidade.


Saudade não se explica, saudade é pra sentir, saudade que é saudade aperta o peito numa dor inexplicável, na dor da poesia, dor da alma, berço das lágrimas. Sentimento que cresce na ausência de palavras, que se expressa pelos olhos. Manifesta-se nos gestos, aparece nas cartas, ameniza ao telefone, aumenta ao aroma de um perfume ou na presença de um local em comum... Saudade não mata, saudade é vital, saudade que não passa porque nada mais será igual. Saudade... essência da vida repleta de amor.

domingo, 9 de agosto de 2009

Uma caneta de 37 mil reais

Na vitrine a caneta repousava sobre uma caixa de mogno com detalhes em verde e dourado, forrada internamente com veludo vermelho escuro. O bico de pena e os adornos eram em prata, seu corpo era envolto de um material que eu nao soube distinguir, tão belo quando a cor de uma pérola, porém o tom do material variava como se o líquido perolado tivesse combinado com ouro, condensando a mistura não-homogênea. Não havia qualquer sinal de pedras preciosas ao longo do corpo do belíssimo objeto. Era uma caneta, bela, porém uma caneta. 37 mil reais... em uma caneta. Porque uma caneta?

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Um caminho mudado

O que ha muito estava escondido
De alguma forma apareceu
Já não mais está comigo
Porque isso não é mais meu

O sentimento ainda existe
É algo que não morre
E se por um acaso ele insiste
Basta que ele se transforme

O amor não padece
E  nunca está sozinho
De outra forma aparece
Ele muda seu caminho

Já sei para onde ir
Só não sei como começar
Mas basta estar a sorrir
Porque o caminho é amar

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O Velho da beira do rio

Eu aqui sentado na beira desse rio, perto dessas árvore que me dão as manga que to comendo, vou te contá, já vi tanta coisa antes de chegar inté aqui! Não, não quero falar do que a gente lê todo dia nos jornal, essa crueldade que existe no mundo não vale a pena ser comentada não! Eu falo das coisa bonita da vida, o amor por exemplo! Mas, óia, já conheci gente com vergonha de amar, pode? Mas gente, amor num é vergonha pra ninguém não! Porque é que mostrar o que sente é tão penoso? Certa vez conheci uma menina, muito bonita ela, apesar de que ela não achava isso não, num tinha muito auto estima a moleca sabe? Ela nunca dizia o que sentia e segurava tudo só pra ela. Coitada, o coração dela ficou tão amargurado... mas tão amargurado que a beleza dela era como uma frô murchando. É claro que falar "eu te amo" não vale sem intenção, tem que vir carregado de muito sentimento sabe, e de todas aquelas pequenas coisa que faz valer o dia e a vida, gentileza é a mió forma de mostrar isso todo os dia.


Mas eu acho que as pessoa tem medo de falá, de por pra fora o que sente, que prefere não fazê pra num tê que se arrependê! Mais tem pior arrependimento que não fazê o que queria ter feito?  Se ocê quer dizer que ama, diga, ara! Que se dane se num deu certo, pobrema de quem nao entendeu num é memo?  Eu nesse meu longo caminho nunca escondi nadinha, nadica de nada! Hoje to um pouco cansado sabe, mas vivi muito bem! Sempre disse e continuo a dizer pros meus neto: "Meus fio, é mió se arrependê do que feiz do que si arrependê do que num feiz" Ara, eu sei que isso é clichê, mas vai dizer que num é verdade? É claro que é ora! Nunca esqueci de dizer pra minha mulher (que Deus a tenha) o quanto eu amava ela, nem pros meus fio, meus neto, meus bicho... tem gente que acha que isso num é importante, ou tem vergonha de falar sei lá, mas dizê que ama nunca é demais sabe, faz bem pra alma e o coração! Eu digo inté aqui pra esse riozão, essas árvore, os bicho que por aqui corre, eu amo tudo isso! Êta mundão de meu Deus, isso que é o bão da vida sô! Agora já falei o que eu tinha que falá, num si acanha não,  pega logo uma manga do pé!